Wallpaper Flamengo 1981

Para celebrar o 31º aniversário do nosso título mais importante eu fiz esse humilde presente para a Nação Rubro-Negra. Agora o seu computador pode celebrar o aniversário daquele título inesquecível. Para fazer o download clique na imagem para ver o papel de parede em alta resolução. Clique na imagem com o botão direito e salve no seu computador.

E viva o Clube de Regatas do Flamengo!!!

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Saudações Rubro-Negras!

28 Dias Sem Flamengo – La Gent normal – Dia 05

Desgraçado diário,

Hoje acordei com más notícias. O índice de desemprego na Espanha bateu novo récord. São 5,3 milhões de desempregados. O que representa mais do que um de cada cinco cidadãos espanhóis. Para piorar essa triste estatística o Andrade do Barcelona pediu demissão do Barça. Pois uma boca comedora de macarrão com salsicha, semanas antes tinha perdido a ótima ocasião para ficar calado. A comparação de Joel com o Pep Guardiola não é injusta é surreal. Existem muito mais do que 9 mil e tantos quilômetros de distância entre Barcelona e a nossa querida Podetobeland. São lugares que pertencem a diferentes dimensões, apesar do nosso artista Joel superar a Dali e Miró em surrealismo.

Há um pequeno detalhe que a maioria dos comentários ignora. Guardiola já havia anunciado a sua saída do time em outubro. Apesar disso o clube insistiu na sua permanência até o final. Só que o Guardiola, home de seny, mantave sua decisão. Culpa do inexorável tempo e seu filho, desgaste. O bacana dessas notícias é que a gente fica sabendo que o Guardiola recebia o mesmo que o Ronaldinho. Também é engraçado comparar a atuação da nossa vereadora Patética Amadora com os também político Joan Laporta e o rubronegro Sandro Rossell. É covardia, não vou fazer isso. Afinal, ela é mulher.

O que vou fazer é comparar o Josep Guardiola Sala com o Jorge Luís Andrade da Silva. Ambos nascidos no interior, humildes, de fala mansa, habilidosos, formavam um meio campo memorável, acumularam títulos, foram protagonistas de memoráveis vitórias com 6 gols contras seus rivais sem cor (Flamengo 6-0 Botafogo, Real Madrid 2-6 Barcelona) e recuperaram, em seus debuts como treinadores, o orgulho de uma torcida enorme mas desencantada.

Ambos saírem dos seus clubes pelo desgaste. Um pela porta da frente. O outro pela porta dos fundos. No Barça o substituto também será o auxiliar técnico Tito Vilanova (Ojito con Tito, Mou!), o tempo dirá se ele será apenas o Rogério do Andrade. A diferença é que no Flamengo trocamos de técnico sempre com um péssimo timing (durante a Libertadores) além de termos demitido em pouco tempo toda comissão técnica fixa e os treinadores da base (Adílio, Andrade e Rogério).

Bom, se não podemos contar com o Guardiola no Flamengo podemos ao menos aprender seis lições da sua curta porém mais do que vitoriosa trajetória como treinador.

1. Compromisso: dispensar Ronaldinho e seus amiguinhos.
Se você quer mesmo construir “mais do que um clube” é necessário separar o joio do trigo. Jogadores sem compromisso não tem lugar no clube. A primeira barca do Guardiola teve Ronaldinho, Thiago Motta e Deco. A segunda teve Etoo. A terceira teve Ibrahimovic. Não importa o tamanho da estrela, quem manda é o treinador. Ou você encaixa no esquema ou vai para rua. Nos castells não cabe desculpa, todos trabalham e fazem suas funções.

Castellers do Mengão2. Apostar nas categorias de base.
Puyol, Xavi, Iniesta, Messi, Piqué, Cesc, Busquests, Pedro, Valdés, Thiago são crias do clube. Guardiola promoveu vários jogadores que conhecia da sua época treinando o time B. Além disso repatriou Piqué (Manchester) e Cesc (Arsenal) ex-crias da base.

A fé do Guardiola era tanta que era normal ver nomes desconhecidos em jogos importantes. Reconheço que às vezes com certo exagero. Acredito que os maus resultados dessa temporada se devem ao seus gosto por um plantel curto e por não ter usado o mercado de inverno para reforçar o time depois das lesões de Villa e Afellay. Mas no Barça não se “protege os moleques”. Dá uma olhada outra vez para o topo dos castells, é uma criança de seis anos que está ali em cima.

Com essa base também é mais fácil fazer constratações com critério. E principalmente construir um grupo onde todos são importantes para jogar diferentes competições. (Os mais jovens jogam mais a Copa del Rey por exemplo.) Não é tão importante quem é titular ou reserva, importa quem está bem preparada ou tem as características que o técnico quer taticamente.

Fique de olho em Deulofeu, Montoya, Tello, Cuenca, Sergi Roberto, Fontás, Bartra, Muniesa – é bem possível que você ouça falar muito deles. Além destes nomes o Barça ainda fez caixa vendendo Giovanni dos Santos (Tottenham), Jeffren (Sporting Lisboa) Bojan (Roma), Oriol Romeu (Chelsea)… Mas cuidado: essa história de escola é balela. Bom mesmo é revelar o Dentinho, contratar o Adriano ou importar um jogador da China.

3. Manter a fé no 4-3-3 e suas variantes.
Demorou mas o Barça aprendeu que não precisava de holandeses para jugar à holandesa. O legado de Cruyff é inegável, mas aos poucos Guardiola o aperfeiçoou a sua maneira, com toques do loco Bielsa e da escola brasileira. Não vou querer te dar uma lição de estratégia. Mas recomendo ler “Depois do 4 a 0″ do artista Nuno Gomes para a revista Piauí.

4. Ambição com Humildade.
Quer ganhar tudo no primeiro ano? Então esqueça aquela copinha regional que você ganhava todo ano. Desde que o Guardiola foi ao Barça eles não ganharam uma copa Catalunya. Por que? Porque estava mais ocupados vencendo a liga Espanhola, A Copa del Rey a Champions… Para que perder tempo/energia/dinheiro com o Terrassa, o Ginástic, o Espanyol, o Sabadell se você tem que enfrentar o Milan, o Manchester, o Chelsea, o Arsenal…?

O crédito das vitórias é dos jogadores. Os erros são seus, não dos árbitros. Não se perde para você mesmo, mas para um rival com méritos. O que você não encontrará é uma derrota do Barcelona por covardia.

5. Amor pela bola.
Crianças não estão feitas para puxar ferro. As crianças do Barça treinam só com bola. E até mais velhos estão sempre com a bola no pé. Quando eu vejo o diego Maurício cada vez mais forte e menos hábil eu só lembro da Masia. O tiqui-taca do Barça é fruto dos exercícios de bobinho que eles fazem todo dia. Voce pode achar firula, mas eu vejo mais relação desse modo de ver o futebol com a minimalista culinária catalã do que com os rebuscados prédios do Gaudi.

6. Obsessão pelo trabalho.
O clube controla os descansos e a alimentação dos jogadores, ao mesmo tempo que diminui as concentrações. O trabalho se faz em duas sessões por dia. A sessão matinal é a mais importante. “Se nos levantarmos bem cedo e trabalhamos somos um país imparável” disse Guardiola no seu famoso discurso no Parlamento Catalão.

São esses os valores que fizeram o culé recuperar seu orgulho. Quem torce pelo Barça tem orgulho não apenas das vitórias, mas pela maneira como vencem, jogando ofensivamente sempre e respeitando o adversário. Esse orgulho se notou presente na recent eliminação da champions pelo Chelsea quando o Camp Nou cantou o hino apesar do time estar desclassificado. Isso é uma grande novidade entre o barcelonismo, históricamente pessimista e vitimista. Pela primeira vez eles se mostraram orgulhosos também pela forma como perdem.

Feliz Aniversário, Andrade!
No sábado passado, dia 21, foi aniversário do Andrade. É também o Dia de Tiradentes, o mártir mineiro. (Leia o post do @RondiRamone sobre o Andrade). Por falar em aniversário encontrei o Andrade ano passado um dia antes do aniversário do Mundial de 1981. Saí correndo pelo Rio-Sul pra encontrar uma camisa e uma caneta para tecido. Mas as lojas só tinham camisas com o nome do Ronaldinho, que nem sabíamos se ia ficar no clube. Acabei comprando uma “vintage” falsi sem CRF, nem rolaties, nem logotipos de cor laranja. Fica a lição, não faça como eu. Faça como minha amiga @MarcellinhaRJ, carregue sempre um manto sagrado na bolsa ou mochila pronto para ser autografado por seu ídolo. Se for réplica do manto do mundial melhor: sobre o branco o autógrafo vai luzir melhor.

Depois de pegar os autógrafos dos simpáticos e inseparáveis Júlio César e Adílio, e do tímido Peu, foi a vez de tietar o Andrade.

@rubrunegro: Obrigado por tudo, Andrade.
Andrade: De nada. Estamos aí.
@rubrunegru: Quando você volta pro Mengão.
Andrade: Ah, não sei. Quem sabe daqui a um tempinho…
@rubrunegru: Lamento pela forma como você saiu.
Andrade: Bom. Quem sabe um dia eu volte? Quem sabe daqui uns dois, três anos…

Para terminar eu deixo uma música de uma banda catalã da qual Guardiola é fã. (Aqui uma outra versão sem vídeo, velhinhas ou verduras) Na verdade é uma versão do grupo Manel para o hit “Commom people”, da banda Pulp. Pois é, só a ousadia é de capaz fazer que uma versão supere algo original. Foi assim como a versão de Barça do Pep superou o Dreamteam do Cryuff. Boa sorte, Pep. Que você encontre o que está procurando fora do Barça. Eu não quero grande coisa. Só quero que um dia o Flamengo volte a ter gente normal como você.

Bona nit, i fins demà!

Nota: Você está lendo meu diário de abistinência de Flamengo no futebol. Para ler os dias anteriores siga o marcador 28 Dias Sem Flamengo ou visite o índice em ordem cronológica.

O nome (e o sobrenome) do inimigo

A (falta de) gestão de Patricia Amorim como presidente do Flamengo é um elogio ao absurdo. Patricia foi nadadora de feitos medianos e é vereadora. Como bem diz um amigo, o vereador é o contínuo da política. Eis Patricia Amorim: nadadora de uma Olimpíada sem classificar-se às finais e garota de recados na vida pública. Elegeu-se presidente de uma Nação.

Não podia mesmo dar certo.


No primeiro ano, Patricia viu o Flamengo ganhar as páginas policiais, fez o time chegar atrasado a um jogo decisivo de Libertadores porque queria um lugar no ônibus e mostrou-se perdida diante do Flamengo do futebol, um tanto maior do que aquele das piscinas. Perdida: semeou a discórdia entre Braz e Andrade no primeiro semestre, trouxe Zico no segundo. Trouxe para traí-lo, expondo o ídolo maior ao escárnio em praça pública. O Flamengo flertou com a segunda divisão.

No segundo ano, Patricia usou de um dinheiro que o Flamengo não tinha para contratar um ícone em decadência e entregou o futebol, de porteiras fechadas, a Luxemburgo. Venceu campeonatos pequenos, a Copa São Paulo e o campeonato estadual. Aproveitou o brilhareco e saiu em todas as fotos. Mas deixou o clube à deriva, sem patrocínio, sem lenço, sem documento.

No terceiro ano, Patricia demitiu Luxemburgo horas depois de garantir ao vivo na Rádio Tupi que o técnico seria mantido, só mais um ato da crise iniciada antes mesmo de o ano futebolístico começar, feito notável até mesmo para uma ignorante em futebol como ela. Tentou apagar a fogueira da crise com gasolina: contratou o abominável Joel Santana que abandonara covardemente o Flamengo em 2008. O time foi eliminado de modo constrangedor na primeira fase da Libertadores e não disputou sequer uma final de turno no estadual.

Ignoremos os detalhes de histórias como fazer do lamentável e omisso Luiz Augusto Veloso diretor de futebol, de escrever cartas abertas dizendo-se boa presidente porque os parquinhos estão cheirando à tinta e de deixar claro que o presidente de fato é o seu marido, torcedor do Fluminense. Ignoremos, porque não precisamos dos detalhes para entender que Patricia Amorim vem esbulhando o Flamengo nos últimos três anos.

Essa derrota para o Vasco ocorrida há pouco não é nada perto de todas as demais derrotas impostas ao Flamengo por Patricia Amorim e sua trupe. Aliás, vencer o estadual seria fazer uma cirurgia plástica em paciente com metástase.

A derrota no estadual será assim combatida por Patricia Amorim: demitirá Joel Santana (não é mérito, posto que jamais deveria ter sido contratado) e desviará os tiros a ela endereçados a quem até merece ser atingido, mas merece menos.

Não esqueça, amigo rubro-negro, o nome do maior inimigo do Flamengo hoje.

É Patricia.

E o sobrenome é falta de vergonha na cara.