Nós somos o Flamengo!

Caro rubro-negro,

Estamos na reta final do Brasileirão! Agora, não importa o que cada um acha da diretoria ou dos jogadores. Se você acredita que time grande não é rebaixado ou se está morrendo de medo. A pergunta que precisamos fazer é: você acredita na força da torcida do Flamengo?

Chegou o momento da torcida! Aliás, já começou neste domingo numa linda festa em Goiás. Precisamos continuar em nossa casa. Você realmente acha que a maior torcida do mundo faz a diferença?

Você acha que uma torcida é capaz de transmitir brio e vontade aos jogadores? Que o calor de uma Nação é capaz de incendiar um time em campo? Que a energia positiva gerada por quem está vibrando nas arquibancadas é capaz de transformar um atleta mediano em herói?

Se você acredita na torcida do Flamengo, você não irá ligar para a apatia de alguns do time, pois saberá que, com a torcida comparecendo, ninguém ficará indiferente. Se você acredita que a torcida faz a diferença, não ficará preocupado com gols perdidos ou bobeadas da defesa, afinal saberá que da arquibancada virá a força para que o time se recupere. Se você acredita na força da torcida rubro-negra, não temerá nenhum adversário ou ficará se lamentando por termos determinados jogadores, uma vez que será a nossa fé que fará o milagre do manto acontecer.

Acreditar que a torcida pode mudar a história não é ser utópico ou sonhador. É ser Flamengo! É conhecer a força da Nação Rubro-Negra. É saber que podemos entrar em campo com milhares de jogadores a mais. Por que iríamos abrir mão de tamanha vantagem? Vamos utilizá-la!

Podemos ficar reclamando do treinador, dos jogadores ou dos dirigentes. Ou deixar isto tudo de lado e comparecer ao estádio para, pelo menos, fazermos a nossa parte. Podemos nos lamentar por pontos perdidos ou ajudar o time a conquistar os que ainda estão em jogo. O que você prefere? Vamos fazer história mais uma vez? O Flamengo está precisando de nós. Com muitos de nós ele poderá contar! E contigo?

Não importa a má fase, não desistiremos jamais do Flamengo! Por isto, nesta quarta, estaremos no Engenhão! Por isso voltaremos ao Engenhão domingo! E iremos quantas vezes faça falta até o Flamengo cumprir o seu triste objetivo desse ano: os 45 pontos.

Afinal nosso sangue é rubro-negro!
Nós somos a alma desse time!
Nós somos o Flamengo!

Acima de Tudo Rubro-Negro
Fla Manolos
Flamengo, Aspirinas e Urubus
Flamengo Com Orgulho
Flamengonet
FMAF Live
Igreja Flamengo
Magia Rubro-negra
Pedrada Rubro-Negra
Saudações Rubro-Negras
Sempre Flamengo
Tua Glória é Lutar

PS: Dois setores já se esgotaram e mais de 22 mil ingressos foram vendidos. Vai ficar de fora dessa festa?

SERVIÇO
Jogo: Flamengo x Atlético-MG
Data: 26/09/2012 (quarta-feira)
Horário: 22h
Local: Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão)

> Preços
Setor Leste Inferior: R$ 20 / R$ 10 (meia)
Setor Oeste Superior: R$ 20 / R$ 10 (meia)
Setor Oeste Inferior: R$ 20 / R$ 10 (meia)
Setor Norte (Atlético-MG): R$ 20 / R$ 10 (meia)
Setores Esgotados: Sul e Leste Superior
> Postos de venda
Clube de Regatas do Flamengo: Avenida Borges de Medeiros, 997 – Gávea
São Cristovão (Campo): Rua Figueira de Melo, 200 – São Cristóvão
Tijuca Tênis Clube – Rua Conde de Bonfim, nº 451;
Rua São João, Número 75 Loja: 37 – (Shopping Popular – Niterói) Não haverá venda no Domingo
Clube Bonsucesso – Avenida Teixeira de Castro 54 – Bonsucesso
Estádio Olímpico João Havelange (Engenhão)
Bangu A.C. – Rua Sul América 950 – Bangu
www.ingressofacil.com.br

Derrota de um ponto

O filho do Íbis se aguenta em pé porque tem pavor da redonda

Vivemos uma época de inversão de valores na Gávea. Em outra época um empate como o de ontem seria lamentado. Qualquer resultado que faça aumentar para 7 os jogos sem vitória deveria ser considerado uma derrota. Mas houve sim quem comemorou alguma melhora no time. Fala sério, empate com o Grêmio não é melhora de porcaria nenhuma! Só porque eles estão lá em cima da tabela e nós lá embaixo? O Atlético Goianiense ganhou do Fluminense e daí? Ah, mas o Flamengo melhorou no segundo tempo e bla, bla bla. É sério que estamos comemorando por meio jogo?
Por causa de meio jogo não dá pra comemorar. Basta lembrar que comemoramos quando o Dorival chegou e houve uma pequena melhora… E o que aconteceu? Sete jogos sem vencer! Sete jogos que só não virarão oito se o Flamengo ganhar o poderoso Atlético Goianiense no Serra Dourada.

Podem rir dos nossos genéricos goianos, mas esse jogo será um final. E se o nosso atacante continuar se inspirando na Musa mor da incompetência estamos ferrados. Ou podemos comemorar também o enésimo gol de pátio de colégio que tomamos? Ou podemos comemorar que só empatamos graças a uma faltinha marota cavada pelo Ibson e a bela pontaria de um guri? Tá legal, é impossível não comemorar a bela pontaria do Adryan e seu futebol inspirador. Mas isso também me deixa preocupado. Afinal a Patrícia é amiga do maior especialista em rifar jovens promessas rubro-negras, ESS. Amigos, o nosso meio continua uma bomba. E olha que jogávamos contra Elano, Gilberto Silva e Zé Roberto. A sorte é que o Grêmio deu uma de Fla-Luxa e não matou o jogo no primeiro tempo e por cansaço ou desinteresse acabou perdendo pontos para um rival inferior.

Agora, alguém pode me dizer. Calma, o Leo Moura saiu da lateral. Ah, legal, mas a CET-Rio desviou o trânsito da Avenida Leo Moura pro centro. E pra piorar ele ficou mais perto do filho do Íbis. Amigos, até o Canal Plus espanhol não acredita no esse cara faz. O narrador disse que nunca viu tanto desinteresse num jogador como na jogada em que a bola bateu no juíz e desviou a trajetória. O filho do Íbis ao invés de mudar de trajetória e correr atrás, botou as mãos nas cadeiras e fez biquinho pro juiz. Eu só tinha visto isso nas peladas, e nunca mais liguei pro mala que fez isso. Já na Gávea o cara é titular absoluto.

O resultado poderia não ter sido tão ruim se estivéssemos pelo menos no G4. É óbvio que empatar é melhor que perder, mas não é suficiente. Foi uma derrota de um ponto! Não sei ele reparou que se o Inter não corre atrás do empate com o Sport agora estaríamos a dois pontos da ZONA! Ok, temos um jogo a menos. Mas dá pra esperar uma vitória contra o Atlético? Se o idiota do Love comemorou o empate e disse que podíamos ter ganho estamos mal. Ele não entendeu nada. Claro que poderíamos ter ganho. Se ele e o Liédson não tivessem perdido ocasiões claras. Ou se ele tivesse chutado a golao invés de fazer uns cruzamentos medonhos no fim do jogo. Mas como ele já é cabo-eleitoral da Mãe de toda a Mediocridade não me estranha que saia falando merda por aí.

Enquanto isso o Deivid faz gols no Coritiba. Tudo bem que eles perderam mas ele já fez pelo Coritiba mais gols que Adriano e Liédson juntos. E o Coritiba passou o Flamengo pelo saldo de gols. Mas deve ter gente achando que reforçar os rivais é algo inteligente. Afinal o Flamengo reforçou os três primeiros colocados do campeonato. Com o Luxa apenas como treinador o Grêmio consegue bons resultados e está em terceiro. Sem ser protagonista, mas obrigado a jogar como um jogador mais o Ronaldinho contribui para o bom capeonato do Atlético que liderou por muitas rodadas e perdeu a ponta, mas tem um jogo a menos. E o Fluminense do Thiago Neves está em primeiro, com ótimo aproveitamento e protagonismo do meia.

Cada vez que lembro como esses caras saíram do clube e porquê eu fico muito mas muito puto. Cada vez que lembro que nada foi feito para subistituí-los a altura eu fico ainda mais puto. A Patrícia deve achar anti-ético o Thiago Neves jogar tão bem no FLuminense, quando ela fez de conta tão bem que queria renovar o contrato dele, quando na verdade queria trazer o Love para acalmar a torcida. E eis que o Love agora pode ir pro CSKA outra vez. É tem algo de muito mal explicado nisso. E para nos deixar ainda mais irritados anunciam dois reforços: um zagueiro do Eduardo Uram, e o Cleber Santana. Mas que diferença existe entre Cleber Santana e Kleberson? Tá legal, por fim chegou o esperado planejamento na Gávea. Agora sim o Zinho fez o melhor Nova Iguaçu de todos os tempos na Gávea e estamos prontos para disputar a série B.

E já tem gente fazendo festa pela saída do Negueba. Mas essa gente se esquece que não faz muito tempo havia uma oferta do Sporting Lisboa por esse moleque. E ele foi pro Avaí jogar a série B! A mesma coisa aconteceu com o Diego Maurício. Pois é, não somos os melhores em arrecadação mas em compensação temos medalha de ouro olímpica em queimar dinheiro. É só lembrar do que devemos a Ronaldinho, Luxa, Joel, Deivid, Alvim, etc. Mas quando você pensa que já viu tudo de ruim ser feito na Gávea, começam a ameaçar a colocar o Cacau Cocotta, na Vasco-Presidência de Futebol-é-sorte. Amigo, apaga a luz e vamo embora!

Bom, calma. Eu devo meus parabéns à torcida que foi ao estádio e apoiou o time. Quem vai ao Engenhão e paga seus ingressos para ver esse Flamengo merece sim todo meu respeito. Parabéns a todos esses rubro-negros. Principalmente ao Marcos Paulo que foi ao estádio comseu avô, participou da minha promoção e ganhou o poster Conte Comigo Mengão.

Saudações Rubro-Negras!

Conte Comigo Mengão!

Vá ao estádio e ganhe essa ilustração. 37 x 44 cm. Impressão digital de alta qualidade. Edição limitada de 43 cópias, assinada e numerada.

Alô, galera! Vocês sabiam que a palavra torcedor vem do tempo que o Flamengo jogava na Rua Payssandu? Da época que todo mundo usava chapéu e levava um lenço no bolso. Pois o lencinho servia para enxugar o suor dos suporters que sofriam ao sol escaldante de paletó, muito elegantes. E de tanto torcer o lencinho para enxugar o suor passaram a ser chamados de torcedores. Isso quer dizer que nunca foi fácil torcer. Hoje estamos mal acostumados pelas novas tecnologias que nos dão mais conforto. Se somamos isso às péssimas administrações dos estádios brasileiros, as ações violentas das Máfias Organizadas, à carência de transporte público e as obras da Copa de 2014, e principalemente à péssima campanha do time temos alguns motivos que afastaram os torcedores rubro-negros do estádio.

Lamentavelmente temos a pior média entre os cariocas. Isso é uma vergonha. Eu vivi 8 anos em Barcelona e invejei de perto o estádio deles, o CT deles, o time deles, o número de sócios deles, a grana deles… Mas tem uma coisa que nunca invejei, a torcida deles. Sabe porque? Porque a nossa torcida é a melhor do mundo. Não é a toa que foi declarada Patrimonio Cultural do Rio de Janeiro. Que torcida é essa?

Mas agora o time precisa da gente e a galera está deixando a desejar. Sei que muitos desses jogadores não merecem nosso apoio. Sei que a política do clube também te afasta do estádio. Mas não vá ao estádio pensando neles. Vá pensando em você mesmo, ou no passado do clube, ou vá para demonstrar sua indignação. Eu infelizmente não posso ir ao estádio, estou longe demais pra isso. Aliás, quem mora no Rio e raclama que o Engenhão é longe só pode estar brincando. Se a Fla-GV percorre 600 km pra ver um jogo lá, por que você não pode pegar um trem e ir ao estádio? Aproveita que os ingressos estão mais baratos. Se liga nas dicas do site Fim de Jogo e vá ao Engenhão. E quando estiver lá cante feliz a música preferida do Zico.

Eu adoraria ter grana para adotar um torcedor para cada jogo do Mengão. Quem dera eu pudesse pagar um ingresso para quem quisesse ir no meu lugar. Como não posso minha pequena contribuição será sortear uma ilustração minha para estimular a galera que vai ao jogo. É uma pequena homenagem à essa torcida maravilhosa e nasceu do grito do nosso Hexacampeonato.

Formato: 37 x 44 cm. Impressão digital de alta qualidade. Edição limitada de 43 cópias, assinada e numerada.

Para participar do sorteio você deve:

1. Seguir meu twitter (@rubrunegru) e o do blog (@adtrubronegro).
2. Postar essa mensagem: Quero cantar ao mundo inteiro, a alegria de ser @rubrunegru #ConteComigoMengao @adtrubronegro http://wp.me/p2n8VE-nP
3. Postar uma foto tua do estádio do jogo entre Flamengo e Grêmio (Domingo, 16 de setembro de 2012) com a hashtag #ConteComigoMengao e a menção @adtrubronegro

É isso aí, galera! Bom jogo pra nós e boa sorte pra vocês!

Saudações Rubro-negras!
Gustavo Berocan

Novo momento

Eis que em meio a tempestade, a bonança! E finalmente pude constatar um novo momento. É notória a mudança de atitude.

O que pudemos ver ontem é o inicio do que esperamos para o Rubro Negro, um time com vontade de vencer. Sintonia que vem sendo orquestrada por Dorival, que me parece adotar uma postura disciplinadora. Porém, determinação e comprometimento são características individuais e depende tão e somente de cada jogador. Eu diria que Dorival esta realizando um trabalho de evidenciar o melhor de cada um em campo e fora dele. O trabalho coletivo, testando as possibilidades e dando oportunidade a todos que ali estão motiva e promove notoriamente a melhora do grupo como um todo.

A chegada de Cáceres agregou muito ao time. Ele entrosou bem, com boas jogadas, e foi muito bem improvisado na zaga. Vamos acompanhar! O tão criticado Negueba fez muito bem seu trabalho, mostrou a alegria de suas pernas e foi importante para a vitoria. Love finalmente voltou às boas. Depois de um 1º tempo em que demonstrou muito nervosismo e insegurança, acabou desencantando, jogou a inhaca fora e foi decisivo na partida.

Tirando o infeliz lance da expulsão do ex-atleta em atividade, Léo Moura, diria que todo o time jogou com o mesmo propósito, olhando na mesma direção.

Usando um termo tão conhecido entre nós torcedores Rubro Negros, treinar uma equipe é como desenvolver um “Pojeto” (sic). Sim, Luxa tinha razão quando usava o termo. Apenas não sabia como implementar. A meta principal quando se inicia um projeto, é avançar na pratica, com metodologia, aplicação de conhecimentos, habilidades e padronização com objetivo de alcançar resultados contínuos. Gerenciar um projeto (time) eficaz é indispensável para converter estratégias em resultados positivos.

Para realizar isso, é preciso estabelecer prazos, definir funções, identificar itens de caminho crítico, e ver possibilidades para agregar valores. A postura de Dorival, remete ao gerenciamento de um grande projeto. Naturalmente que ele não possui esta visão de forma corporativa, mas se traçarmos um paralelo, podemos perceber que seu trabalho tem grandes chances de ser convertido em obtenção de resultados positivos.

O problema é que no Flamengo de hoje, a mudança que queremos é organizacional, mudança de cultura, visando incrementar a qualidade por meio da melhoria contínua, na estrutura Rubro Negra como um todo, não sendo factível toda esta mudança desde o topo da pirâmide até sua base, que ao menos o pilar principal seja gerido desta forma por Dorival. Definitivamente estamos diante de um novo momento!

Meu deboche Rubro Negro está assegurado. Ao menos resguardamos a integridade do torcedor apaixonado, que acompanha e fomenta o Flamengo. Enquanto não se pode mudar o todo. Seguiremos firmes até dezembro, concentrando esforços para promover mudanças definitivas. Arrancando o mal pela raiz. Mas isso só para 2013.

#NadaImportaSemOFlamengo
Marcellinha Miranda
@MarcellinhaRJ

FICHA TÉCNICA
FIGUEIRENSE-SC 0 X 2 FLAMENGO-RJ

Local: Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC)
Data: 8 de agosto de 2012 (Quarta-feira)
Horário: 21h50(de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Assistentes: Tatiana de Freitas (Fifa-RS) e Rafael Silva Alves (RS)
Cartões amarelos: Jackson e Loco Abreu (Figueirense); Thiago Medeiros, Vagner Love e Luiz Antônio (Flamengo)
Cartões vermelhos: Anderson Conceição (Figueirense); Leonardo Moura (Flamengo)

GOLS: FLAMENGO: Vagner Love, aos 17 e 41min do segundo tempo

FIGUEIRENSE: Wilson, Léo (Fernandes), Fred, Anderson e Marquinhos (Guilherme Lazaroni); João Paulo, Jackson, Claudinei e Ronny (Julio Cesar); Caio e Loco Abreu
Técnico: Hélio dos Anjos

FLAMENGO: Felipe, Leonardo Moura, Thiago Medeiros (Muralha), Marcos González e Ramon; Cáceres, Luiz Antonio, Renato Abreu, Thomás (Adryan) e Negueba (Ibson); Vagner Love
Técnico: Dorival Júnior

Vinte Anos Esta Tarde.

A Nação já tinha um Deus, Antônio José da Raça Rondinelli Tobias. Já éramos todos súditos de Rei Arthur Primeiro e Único. Colecionávamos heróis como figurinhas emocionais, todas carimbadas pela nossa paixão. Um dia, um desses heróis pendurou seu capacete black power de tantas batalhas e tomou em mãos uma batuta para reger a Nação que cantou, cantou e cantou. A cada canto mais o Maestro crescia. E assim fomos pentacampeões.

Conte comigo, Mengão:

Campeão 80: O Brasil aos Pés de um João Danado
Bi 82: Cala-te, Olímpico
Tri 83: São Judas Tadeu Maior do que Todos os Santos
Tetra 87: Campeão da Verdade
Penta 92: Valeu, Maestro!

Toda a gratidão do mundo, desta e de outras vidas e de cada um dos 35 milhões a você, Leovegildo Lins da Gama Júnior.

Valeu, Maestro!

Mauricio Neves

Atrás do rubro-negro só não vai quem já morreu

Até o modesto Club Esportiu Esporles é futebol até morrer. Foto: Gustavo Berocan

Já faz alguns anos que passeando por Mallorca tinha encontrado essa placa. No sábado, passei por ali e não resisti à tentação de averiguar sobre a tétrica convivência do cemitério com o futebol. Encontrei o mórbido porém simpático Club Esportiu Esporles, do pueblo Esporles encravado na Serra de Tramuntana. Descobrir coisas interessantes sobre o clube além do fato de ter o campo ao lado do cemitério. Por exemplo, eles tem a verdadeira tríplice coroa no escudo desde 1974 (muito antes do Cruzeiro). Que raiva me dá essa mania dos timinhos usarem símbolos cristãos no escudo! Se for imitando o Real Madrid, em uma república federativa me dá mais raiva ainda! Vai ser o Real Zaragoza do raio que o parta! Pois o Esporles jogava a Terceira divisão regional. O que na Espanha quer dizer quarta divisão. Encontrei um blog desatualizado com o seguinte eslogan: Juntos conseguiremos a salvação. Também encontrei a declaração do capitão Pedro (será que é aquele cara que fundou a Igreja?)  ”Mi mayor ilusión sería conseguir la permanencia en la tercera división”. Engraçado que ilusão em espanhol tem outro sentido.

O escudo do simpático C.E.Esporles com a verdadeira “tríplice coroa”.

Pelo jeito não conseguiram. Descobri que caíram ao inferno em 2010 tomaram uma surra de 6 a 1 do poderoso Sporting de Sant Marçal (em cujo campo ás vezes jogo umas peladas) e vão disputar outra vez o Deve ter a ver com o fato de eu só encontrar umas meninas brincando no campo num sábado a tarde. E eu que duvidava da capacidade da Espanha de ganhar alguma coisa por ver os campo daqui vazios… Talvez nesse campo os melhores jogos sejam realizados em madrugadas sem lua, com as almas que saem das tumbas. Fiquei pensando no cara que joga a bola por cima do gol. Quem for ali pegar a bola, provavelmente um coveiro-gandula, tem que respeitar os mortos. Lembrei que em sua Barão de Cocais o saudoso Geraldo também foi enterrado ao lado de um campo de futebol.

Daí me pergunto. É o cemitério que está do lado do campo do Esporles, ou o campo que está ao lado do cemitério? E o Flamengo? É um clube que tem um parquinho ou é um parquinho que tem um clube? Não faz muitos dias vi como o lamentável Cacau Cocotta, “prefeito” da Fla-Gávea, pisoteava os túmulos de Zizinho, Figueiredo, Reyes, Doval, Geraldo, Dida, Leônidas, Rubens, Dequinha, Pavão… Futebol não ganha eleição – disse Cocotta. Com essa frase ele disse muitas coisas.

Um: que antes de administradores ele e a Patrícia Amorim são políticos. Dois. Que eles descaradamente não administram o clube pensando em todos, mas exclusivamente na própria reeleição. Pela pura perpetuação do poder. Três: Que eles não tem o menor respeito pela paixão de milhões e milhões de rubro-negros que só se importam pelo futebol do Quatro: Patrícia e cia não enxergam muito além do umbigo, quem dirá além dos muros da Gávea! Cinco: Que não tem a mínima vergonha em usar a imprensa ou recursos do clube para fazer campanha descarada. Seis: Vai pro inferno, Cocotta!

Futebol é algo tão sagrado que os mortos de Esporles não se importam em dividir seu espaço. Mas e no Flamengo?

A razão de existir do Flamengo é ganhar títulos em todos os esportes em que ele competir. Até a natação. Que eu saiba construir parquinhos não é esporte. Também não dá pro parquinho crescer sem ocupar o campo onde jogavam Valido, Dida, Geraldo… É óbvio que os malucos que foram ao Barradão, amarradões para ver o bando do Joel não estão nem aí pra parquinho da Patrícia. E são esses e outros 35 milhões os que injetam uma baba de dinheiro (mensalidades do clube, royalties de camisas oficiais, ingressos para jogos, consumindo os produtos anunciados pelo clube, etc) e que não tem o menor controle sobre o que é feito com esse dinheiro.

Essa grana tem sido utilizada de uma péssima forma no Flamengo. Pagando adiantada uma comissão ao Levy pela compra do Love por exemplo. Ao mesmo tempo que o clube deve milhões a Deivid, Ronaldinho, Pet, Romário, Andrade… Criando uma bola de neve de dívidas que um dia fará que uma viúva tenha que vir ao clube receber salários atrasados.

E esse senhor, Cacau Cocotta, nos fala também que “futebol é sorte”. Pois está na cara que nossa sorte terminou logo depois do Hexa, quando elegeram a Patrícia Amorim. De lá pra cá perdemos pro Botafogo e ficamos fora do Carioca, caímos de maneira ridícula na Libertadores, lutamos contra o rebaixamento, as organizadas desapareceram, queimaram o Zico, perdemos pro Vasco e ficamos de fora do Carioca… Rapaz, desde 2010 é só notícia ruim! Que azar, hein? Quer dizer que elegeram a presidenta mais pé-frio da nossa história?

Então a decisão eleitoreira de treinar na Gávea é uma péssima idéia. O time tem que ficar longe dessa pé-frio! Já basta com o Joel e sua burra insistência em pisotear os túmulos rubro-negros. Nem vou falar sobre o jogo, cheguei com o jogo começado, briguei um tanto com os malditos links de streaming e acabei escutando na Rádio Globo onde tive que ouvir elogio a Ibson, Diego Maurício e Negueba. E ainda teve um xarope me dizendo no twitter que “o que importa são os três pontos”.

Se você acredita nisso vá pro inferno com esses três pontos. Pelos overlaps do Claudio Coutinho! O Flamengo tem cem anos de história jogando como time grande. Ficar fazendo continha para não cair ou para ficar entre os 4 primeiros é indignante! Maldita pé-frio dos infernos! Vamos tirar essa mulher de lá! Você já virou sócio? O prefeito do parquinho, senhor Cocotta, me deu o empurrãozinho que faltava…

Porque ficou descarado nessa “entrevista” que tudo o que fazem são atentados ao sagrado momento em que Alberto Borghert  se cansou de jogar o elitista football tricolor e resolveu jogar o futebol do povão. Essa atitude elitista da Patrícia e seus comparsas é uma afronta ao passado do clube, ao sagrado momento que trocamos o azul e amarelo pelo vermelho e preto, uma afronta à memória do coração apaixonado do Gilberto Cardoso, dos dias de república Paz e Amor da sede do morro da viúva, dos intermináveis títulos e conquistas até o Hexa.

Não nos resta muito tempo. E estou vendo como Zinho a cada dia é fagocitado pelas amebas da incompetência. Por exemplo, bate-boca dele com o Juan via imprensa foi constrangedor. O Flamengo procurou a Roma? Ou ficou negociando com o jogador pela imprensa igual aconteceu com o Diego? Já vejo sinais de desgaste muito semelhantes ao processo de fritura do Zico: fica esperto! Aliás, quando foi que a torcida do Mengão começou a torcer pelo Menganaqueugosto? Maldita hora que o Zinho aceitou servir de escudo-humano da Patrícia. Já viu que agora ela só diz: tenho o Zinho e o Cascão que cuidam do futebol? Isso quer dizer: estou cagando pro futebol, vou me reeleger e tenho dois otários pra demitir a hora que a coisa ficar preta.

Não acredito em Deus, mas vou orar por Geraldo, Figueiredo, Gilberto Cardoso, os anônimos torcedores mortos em 1992 e tantos outros que morreram pelo Flamengo. Que seus espíritos nos ajudem, e que essas pessoas más não façam do Flamengo um parquinho com clube menor do que esse que encontrei ao lado do cemitério de Esporles.

Fica uma música aos baianos que fizeram a festa pro time do Flamengo. O baiano onipresente Gil, que se diz torcedor do Bahia, cantando o famoso Samba Rubro-Negro.

Saudações Rubro-negras!

PS: Para você que deseja a morte do Joel, Ibson, Canelada, Negueba… Muita calma nessa hora! Já pensou se esses malas entram injustamente na galeria de mártires rubro-negros?? Não merecemos tamanha desgraça!

Resenha moral


Nem sei mais falar de pós jogo. Parece um assunto tão repetitivo, sem minha tradicional, marra, deboche e arrogância. Assim fica difícil de resenhar sobre o tal Rubro Negro.

Jogo que começa com nível técnico baixíssimo, sem criação, oportunidades, e sob uma pressão sem fim do Baêa. Paulo Victor foi decisivo nesta partida, mesmo com minhas resistências ao franzino goleiro flatulento, que sai afobado, se joga, e não intimida ninguém. Também fica difícil nivelar por baixo, quando se tem no passado como base de comparação o imponente Bruno.

Observei alguns jogadores do Baêa que eram uma pedra no sapato, tava incomodando. Os caras entraram especialmente enjoados ontem. Meu destaque para Gabriel, Kleberson (nosso Klebershow) e Mancini que tem bagagem visão e experiência. Isso diante de um Flamengo que não possui um armador, não possui entrosamento e assim é melhor parar por aqui.

Nem vale a pena comentar se foi ou não pênalti, e se a expulsão de Luiz Antonio foi ou não justa. Estamos falando de um garoto em desenvolvimento, que sem gestão faz aquilo que ele entende ser o melhor para o time, e isso naturalmente remete a excessos. Indiscutível. E mesmo sem jogar um futebol alto nível, fazendo o feijão com arroz, saímos na frente e levamos a partida. Ficamos felizes?

Não posso preconizar o elenco de hoje. Está longe de ser o melhor, e mais uma vez digo que sofremos em campo reflexo da gestão.
Parabéns a torcida que compareceu, que incentiva, e que não deixa de crer num Flamengo melhor. Torcedores que não merecem o Flamengo que vem sendo usurpado, maltratado e diminuído.

Mas tudo isso é mais do mesmo. Já que nossa mandatária e os seus aliados evidenciam um clube de sócios satisfeitos, mesmo que pareça o contrário para nós que estamos de fora, e ela segue correndo por fora garantindo sua candidatura, mesmo após sua infidelidade partidária, quando trocou de legenda durante a atual legislatura. É essa Patricia que comanda o SEU Flamengo.

Não podemos ser duas pessoas. Você já procurou saber as realizações de Patricia enquanto vereadora? No mínimo deve ter assegurado a limpeza de parques e jardins aos arredores da Gávea.

Ela foi eleita pelo povo, está em seu terceiro mandato consecutivo. Quem é este povo que elege Patricia?

Já tive algumas oportunidades de estar no mesmo ambiente que ela, e lhes asseguro, ela tem uma qualidade: excelente em seu marketing pessoal. Eh vida de gado, eu não faço parte dessa massa que crê em suaves palavras e o papel de moça frágil. Está muito longe de me convencer. Pena que minha força não movimenta o mundo.

Até dezembro sobreviveremos bravamente a eminência do Primeiro Marido anti Rubro Negro, que fez do Flamengo seu brinquedo, sua batalha naval. Deixaremos que o barco afunde?

Sem mais palavras…

#NadaImportaSemOFlamengo
Cella Miranda – @MarcellinhaRJ

FICHA TÉCNICA
BAHIA-BA 1X2 FLAMENGO-RJ
Local: Estádio Pituaçu, em Salvador (BA)
Data: 15 de julho de 2012 (Domingo)
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (Fifa-AL)
Assistentes: Fabiano Ramires (ES) e Otávio Araújo Neto (AL)
Publico – 29.234 presente

Cartões amarelos: Fahel, Danny Morais e Júnior (Bahia); Luiz Antonio e Renato Abreu (Flamengo)

Cartão vermelho: Luiz Antonio (Flamengo)

Gols: BAHIA: Kléberson, aos 37 minutos do primeiro tempo
FLAMENGO: Hernane, aos 30 minutos do primeiro tempo, e Renato Abreu, aos 26 minutos do segundo tempo

BAHIA: Marcelo Lomba, Fabinho (Vander), Danny Morais, Titi e Hélder; Fahel (Jones), Diones (Júnior), Kleberson, Mancini e Gabriel; Souza – Técnico: Paulo Roberto Falcão

FLAMENGO: Paulo Victor, Luiz Antonio, Marllon, Arthur Sanches e Ramon (Magal); Aírton, Ibson, Renato Abreu e Adryan (Diego Maurício); Deivid (Negueba) e Hernane – Técnico: Joel Santana

O fedor da derrota

So Smells Defeat – George Grosz (1937 – Óleo)

Essa semana fui ao museu ver uma exposição do ilustrador alemão George Grosz. Lá vi um quadro que me fez pensar no Flamengo. Nesse mal-cheiroso Flamengo com o qual temos que nos confrontar hoje em dia. E a imagem me incomodou. E olha que o artista, contemporâneo aos primeiros passos do futebol rubronegro, retratou os horrores da primeira e segunda guerra mundial. Mas o que me incomodou mesmo foi essa imagem. Talvez porque as guerras já acabaram e fazem parte do passado. Diferente do Flamengo que tem suas feridas abertas, expostas para todo mundo ver na TV na hora do almoço e do jantar.

Observei o quadro sabendo que tínhamos um Fla-Flu centenário para celebrar. Não sou supersticioso, isso é coisa de botafoguense. Mas pude sentir o cheiro da derrota que viria domingo. Diga-se de passagem, mais uma bola fora do calendário da CBF. Afinal, já que fez o Flamengo jogar tantos sábados, o que custava colocar o clássico no dia do seu centenário: sábado, dia 7 de julho??? Mas é provável que os deuses do futebol me quisessem poupar de um desgosto no dia do meu aniversário.

Na mesma semana que descobriram a “Partícula de Deus” houve quem descobrisse também uma sub-atômica melhora no time do Flamengo. Ora, deixamos de perder a posse de bola para um time como o Atlético Goianiense e dominamos o meio campo contra o Fluminense. Que ilusão. O Abel, que pelo jeito odeia a história do centenário Fla-Flu, fez questão de dar a bola de presente pro Flamengo e contava com uma pixotada da zaga rubronegra pra ganhar o clássico. E veio logo num erro do Gonsalez, o gringo que chegou pra arrumar nossa zaga. Numa jogadinha pra lá de manjada, só ele não sabia que ia ser gol né? E tinha que sair dos pé do Thiago Neves, que mal apareceu no jogo. Apenas um pequeno retrato de Patrícia e Cia e sua capacidade de atirar bumerangues de merda em todas as direções. E o Flamengo do Joel?

O Flamengo, vestido de luto, com calções negros, e dois logotipos horrorosos no manto sagrado, para celebrar a incompetência, seguiu o roteiro traçado pelo Abel. Tocou a bola de lado, sem criar perigo e esperou a derrota. 100 anos atrás quando o os dois times se enfrentaram pela primeira vez nas Laranjeiras não se havia inventado ainda os técnicos retranqueiros. O responsável por escalar o time era o capitão do time. No caso o pioneiro Alberto Borghert, que saiu do Fluminense e fundou o nosso futebol centenário.

Os times se armavam no anacrônico e romântico 2-3-5.

Fluminense:
Laport; Bello e Maia; Leal, Mutz e Pernambuco; J. Calvert, E. Calvert, Berhucan, Bartholomeu e Oswaldo.

Flamengo: Otto Baena; Píndaro e Nery; Cintra, Gilberto e Gallo; Bahiano, Arnalgo, Amarante, Gustavo e Borghert.

Na Gazeta de Notícias fariam a resenha do match disputado no ground da Rua Guanabara, nas Laranjeiras.

“O jogo foi dos melhores a que temos assistido e, com surpresa geral, o Fluminense derribou o seu competidor por 3 goals a 2. O Flamengo não esteve nos seus melhores dias, tendo o seu jogo, em conjuncto, deixado muito a desejar. O ataque não foi dos melhores e emos que, as contínuas modificações que nelle operaram, foram mais prejudiciais do que aproveitaveis; mencionamos, todavia, Arnaldo, que muito se esforçou…”

“Dos halves mereceu especial destaque, pela sua brutalidade e nenhum jogo, o Sr. Gilberto, que até segundos nos parece, foi chamado à ordem pelo juiz.”

Sobre o ataque do Flamengo o Jornal do Brasil faria a seguinte análise:

“A linha de forwards esteve infeliz, Amarante e Borghert marcadíssimos pouco fizeram e Gustavo nunca o vimos jogar tão mal. Arnaldo foi o melhor da linha. Apesar da sua pouca edade fez passes precisos e marcou admiravelmente o primeiro goal, varando em uma escapada a linha de backs do Fluminense. Bahiano esteve regular como center-forward e pensamos que Arnaldo nesse lugar faria muito mais.”

Qualquer semelhança com o jogo de ontem é mera coincidência. O que o Flamengo de 1912 aprendeu foi que não bastava meia-dúzia de campeões para armar um time. Era preciso muito trabalho.

Trabalho que não vemos na Gávea. Basta lembrar que o último Fla-Flu foi em março. Apesar de termos ganho de 2 a 0 tampouco tínhamos nada a comemorar. E o fatídico empate com o Olímpia, que viria a seguir, não deixa dúvidas quanto a isso. O Flu veio com time reserva por causa da Libertadores e o Flamengo entrou com Paulo Victor, Rafael Galhardo, Marcos Gonzalez, David, Magal, Muralha (Romulo), Luiz Antonio, Kleberson, Thomas (Diego Mauricio), Ronaldinho Gaucho, Vagner Love (Deivid). Apesar do gol de pênalti do Ronaldinho Gaúcho, o primeiro em clássicos, ele acabaria expulso de maneira ridícula. E há quem diga que o Flamengo sente sua falta. De lá pra cá demos de presente Galhardo e David, e mandamos pra geladeira Muralha, Romulo (o queridinho do Joel) e Thomas. E ainda liberamos o Kleberson (pseudo-herói daquele jogo) e abduzimos o Deivid, talvez pra nos livramos dos milhões que devemos a ele. Se você vê alguma gestão de elenco nisso tudo me diz que vou te inscrever pro prêmio Nobel de Física.

Ah, sim! Mas veio o Ibson! O grande xodó da presidente, Patrícia Amorim. Que não jogou porcaria nenhuma ontem e já entrou na mira da imprensa e o “grande bombeiro” Joel Santana. Mas criticar o Ibson, é complicado, né? É mais fácil bater no Botinelli, que chutou duas bolas na lua e dizer que ele é o argentino mais sem sangue que existe. Depois disso a gente pede o Riquelme. Que carajo, Riquelme! La concha de tu hermana! Riquelme es un pelotudo! Me chupa un huevo y la mitad del otro!

Um garoto de 17 anos vai à fogueira e sai mais cascudo.

Vejam só o problema não é perder. Mas fazer apologia à derrota. Sim porque ao contrário do que o Joel Santana delira, não há nada de louvável nessa derrota. O Flamengo não jogou como o Barcelona. Os garotos foram entregues às feras. É um absurdo colocar Adryan e Luiz Antônio fora de posição e tendo que resolver. Ibson? Fora da posição. Botinelli, idem. Matheus? Na fogueira… Ora, logo logo o papai Joel vai por o Neguebinha no gol. Pobres das crias do urubu que são obrigados a comer a pior parte da carniça.

Mas o que mais me revolta é o Joel dizer que o Flamengo jogou bem. Como assim?! Zinho que se cuide, o Joel já está travando uma guerra pra receber a multa dele. Só pode ser isso. Só levamos perigo ao gol deles com uma cabeçada do Adryan, outra do Arthur Sanches (quem?), e um chute do Canelada. Meu amigo, se tivemos a bola durante quase 90 minutos isso me parece muito pouco. Quem vê qualidade nessa derrota que assine um atestado de mediocridade. Porque no Flamengo, meu amigo, devíamos odiar derrotar hediondas como essa. Como com certeza odiaram a derrota Alberto Borghert e cia pro clube que deixaram, cem anos atrás! Mas é notório que o Joel está mais vivo do que morto. E nós estamos loucos pra comer os restos dele. Claro, porque nunca atacaríamos a mamãe urubu que, com seus altos vôos de incompetência, nos condenou a mais vil das misérias: a mediocridade.

Fluminense 1 X 0 Flamengo

Local: Estádio João Havelange, Rio de Janeiro
Data: 8 de julho de 2012 (Domingo)
Árbitro: Wagner Magalhães (RJ)
Assistentes: Dibert Pedrosa (Fifa-RJ) e Rodrigo Joia (Fifa-RJ)

Cartão Amarelo: Fred, Deco, Bruno e Carlinhos (Fluminense); Marcos González, Ibson, Botinelli (Flamengo)
Gol: Fluminense: Fred, aos dez minutos do primeiro tempo

Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco (Valencia) e Thiago Neves (Wagner); Wellington Nem e Fred (Samuel)
Técnico: Abel Braga

Flamengo: Paulo Victor, Luiz Antonio, Marllon, Marcos González (Arthur Sanchez) e Magal; Amaral (Matheus), Renato Abreu, Ibson e Bottinelli; Diego Maurício (Adryan) e Vagner Love
Técnico: Joel Santana

PS: Os textos de jornais sobre o Flamengo de 1912 foram extraídos do livro “Uma Viagem a 1912 – Surge o Futebol do Flamengo” de Marcelo Abinader.

Mais uma vez flamengamos

A língua portuguesa é rica e vasta. Na última atualização do dicionário Aurélio, foram computados mais de 30 mil verbetes. E ano após ano são incorporados novos vocábulos ao nosso linguajar. Corre o risco de vermos na próxima edição desse conceituado dicionário o verbo flamengar. E viria com a seguinte definição: flamengar é a capacidade de entregar confrontos aparentemente decididos. Só na nossa história recente foram diversas as flamengadas. As derrotas para o América do México e Santo André; o empate com o Goiás em 2008, após estar vencendo por 3 a 0; empate com o Olímpia na Libertadores desse ano. Tiveram algumas flamengadas mais antigas como a derrota para o Bonsucesso em 1968, onde poderíamos empatar para sermos campeões da Taça GB; a derrota para o Serrano que nos arrancou o tetra estadual de 1980; empate com o Botafogo em 1989, que nos tirou a chance de liquidar o campeonato estadual daquele ano. Com certeza, vocês devem lembrar de outros micos históricos.

Apesar do time atual não me despertar mais nenhum sentimento nobre, muito menos confiança, resolvi comparecer ao duelo contra o Internacional. Só que depois que cheguei ao Engenhão, começou a bater depressão. O Estádio é bonito, mas estranho demais. Não tem acústica, o gramado fica longe da arquibancada e é desconfortável. Com ingressos caros, a classe média é maioria dos que comparecem aos jogos. E isso é prejudicial demais a um clube de massa como o nosso. Não me recordo a última vez que ouvi no Estádio o tradicional grito de Meeeeeeeeengo. Por que as Torcidas Organizadas só cantam músicas com gosto duvidoso e esquecem de gritar isso? E o cante comigo Mengão? Por essas e outras, visitar o Engenhão me entristece cada vez mais.

O jogo em si foi esquisito. Abrimos 2 x 0 em poucos minutos e parecia que íamos dar uma enfiada histórica na gauchada. Não pelo futebol apresentado pelo nosso time, mas pela fragilidade da defesa colorada. Engraçado que em nenhum momento, mesmo após abrir vantagem, a torcida empolgou. Ninguém mais confia no time do Joel e seus comandados. Isso ficou gritante quando o Inter diminuiu o placar ainda no primeiro tempo. Muitos palavrões já eram balbuciados entre os torcedores.

Veio a segunda etapa e logo no início, Love acalmou a torcida, fazendo 3 x 1. Até eu mesmo, que sou pessimista toda vida, já estava imaginando uma goleada. Como sou tolinho… Tomamos o empate e mais uma vez ficamos atônitos no estádio. Não se jogou mais e muito menos se ouviu incentivos. Não tínhamos mais força. A apatia tomou conta até de nossa torcida. Acabou o jogo e nenhum protesto. Uma vaia apenas. E o Engenhão foi-se esvaziando silenciosamente, triste e melancólico.

É… o Flamengo flamengou de novo.

Flamengo 3 x 3 Internacional
26 de maio de 1992 – Campeonato Brasileiro
Estádio: Engenhão – Rio de Janeiro
Público: 14.238
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro
Flamengo: Paulo Victor, Léo Moura, Welinton, González e Magal; Aírton (Amaral), Luiz Antonio (Renato Abreu), Kleberson e Ibson; Ronaldinho Gaúcho (Deivid) e Vagner Love. Técnico: Joel Santana.
Internacional: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Indio e Fabricio; Elton, Guiñazu, Josimar (Maurides) e Dátolo; Gilberto (Marcos Aurélio) e Dagoberto (Bollati). Técnico: Dorival Junior.
Gols: Airton, aos 8, Ronaldinho Gaúcho, aos 16 e Gilberto, aos 33 do 1º tempo. Vagner Love, aos 3, Fabricio, aos 21 e Dátolo 24 do 2º tempo.

Vamos reviver?

Saudades…
De ver o Flamengo jogando no Rio
De ver o estádio lotado
De um maestro comandando o meio campo
De ver o Zinho brilhando pelo rubro-negro
De sapecar o Internacional
De ver a torcida feliz

Será que hoje iremos reviver todas essas emoções?

Flamengo 2 x 0 Internacional
31 de maio de 1992 – Campeonato Brasileiro
Estádio do Maracanã – Rio de Janeiro
Público: 79.606
Árbitro: Márcio Resende de Freitas
Flamengo: Gilmar, Charles Guerreiro, Wilson Gottardo, Júnior Baiano, Piá, Uidemar, Marquinhos, Júnior (Júlio Cesar Imperador), Zinho, Nélio e Gaúcho. Técnico: Carlinhos
Internacional: Fernadez, Pinga, Célio Silva, Daniel, Célio Lino, Simão, Marquinhos, Zinho (Leco), Elson, Lima (Luiz Fernando), Gérson. Técnico: Antônio Lopes
Gol: Júnior, aos 37 do 1º tempo e Zinho, aos 9 do 2º tempo.